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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O Próximo é Portugal. A ditadura instalou-se

(http://marecinza.blogspot.com/2012/02/o-proximo-e-portugal-ditadura-instalou.html?spref=fb)


O Próximo é Portugal. A ditadura instalou-se.


Nigel Farage parece dos poucos com coragem para dizer a verdade publicamente. Infelizmente, nos Media ditos de referência e a que eu chamo a arma de desinformação dos capitalistas neoliberais, passa ao lado. Afinal, só no Russia Today e youtube tem tempo de antena.

Farage sofreu um
"acidente" de avioneta, muito convenientemente, mas não foi isso que o fez parar de erguer a voz.

Estas verdades embora cruciais para o público, foram e continuam a ser escondidas pelos capitalistas da Nova Ordem Mundial.

A expressão de Barroso, Von Rompuy e outros que são focados parece de satisfação perante o caos e a violência generalizada na Europa.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mitt Romney. O passado mórmon pesa ao republicano que baptizou mortos

(http://www.ionline.pt/mundo/mitt-romney-passado-mormon-pesa-ao-republicano-baptizou-mortos)



Mitt Romney. O passado mórmon pesa ao republicano que baptizou mortos


Por Nelson Pereira


Chamam-lhe “baptismo por procuração”. Os judeus não gostaram e exigem que Romney proíba baptismos de defuntos

Mitt Romney poderá ser o primeiro presidente mórmon dos EUA, mas é precisamente a sua ligação de muitos anos à Igreja sedeada em Salt Lake City, no estado de Utah, que o candidato republicano evita como o Diabo a água benta. Isto porque os mórmones não se livraram ainda da memória de quando defendiam a poligamia e de uma certa imagem considerada ridícula por outras religiões, por, por exemplo, baptizarem os mortos, o chamado “baptismo por procuração”.

Educado numa família mórmon devota, com um trisavô que praticava a poligamia e que chegou a ter 12 mulheres, Romney é filho de pais monogâmicos, mas foge em entrevistas a falar da sua fé, usando até termos próprios de cristãos evangélicos, afirmando “Jesus é o meu salvador”, apropriando-se de uma expressão que nem sequer é comum entre os mórmones e frisando que as suas raízes estão nos valores judaico-cristãos: “Os meus princípios e valores são tão americanos como a maternidade e a tarte de maçã. Acredito na família e em Jesus Cristo, acredito em ajudar o nosso vizinho e a nossa comunidade. Acredito no serviço militar, no patriotismo. Não sou perfeito, mas quero ser uma boa pessoa, segundo os valores judaico-cristãos”, afirmou.

No entanto, Romney, pai de cinco filhos, também já afirmou que acredita “na fé mórmon” e que espera “viver de acordo com ela”. “A minha fé é a dos meus pais e vou ser-lhe leal.”

O esforço de Mitt Romney nem sempre é compensado. Algumas leis que aprovou como governador de Massachusetts são parecidas com as de Obama, incluindo o plano de saúde, que não é bem recebido entre os republicanos. E o passado mórmon persegue-o: um dos episódios mais recentes é o do apelo que lhe foi dirigido por Elie Wiesel, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, distinguido em 1986 com o Prémio Nobel da Paz. Wiesel não gostou de ver os nomes de membros da sua família numa lista mórmon preparada para baptismos por procuração. Com outros líderes judeus, tem insistido, desde meados da década de 90, junto dos responsáveis da Igreja Mórmon em Salt Lake City, que sejam proibidos os baptismos de judeus por procuração. Agora que o mórmon Romney corre à Casa Branca, Wiesel não perdeu tempo e exigiu ao candidato republicano que use a sua influência na Igreja Mórmon para proibir definitivamente os seus membros de baptizar postumamente judeus, em particular vítimas do Holocausto, até porque o próprio Romney já admitiu ter baptizado defuntos.

O protesto de Wiesel deu origem a um comunicado oficial da Igreja Mórmon que refere que os nomes da família Wiesel figuravam unicamente na base genealógica e nunca seriam submetidos aos trâmites do baptismo. E acrescenta que é política da Igreja Mórmon proibir o baptismo de vítimas do Holocausto.Nesta igreja, o baptismo é administrado por imersão. Vestido com uma túnica branca, o neófito, a pessoa que vai receber o baptismo, entra numa pia baptismal com 1,5 m de água e um membro da igreja com funções sacerdotais recita uma oração. A Igreja Mórmon considera que os seus membros são responsáveis pelos seus antepassados falecidos que não tiveram oportunidade de ter o baptismo na Terra: “Todas as pessoas precisam de receber o baptismo que Jesus Cristo recebeu”, disse ao i Dinis Adriano, responsável da igreja em Portugal. “A igreja pede que os seus membros façam pesquisa genealógica dos seus antepassados, para os identificar e receber o baptismo mórmon em nome deles.” Neste caso, o membro da igreja representa, na pia baptismal, o seu antepassado.A questão tem levantado polémicas e nem todas as confissões religiosas aceitam bem esta incursão dos mórmones A doutrina católica, por exemplo, só admite um baptismo, mas Dinis Adriano explica que, sempre que uma entidade ou comunidade religiosa pede à Igreja Mórmon que os seus fiéis defuntos não sejam baptizados por procuração, o pedido é reconhecido: “Até hoje, o Vaticano não fez nenhum pedido destes. Se fizesse, seria respeitado”, frisa.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Porque não Soares ou Sampaio?




Porque não Soares ou Sampaio?

Timor Lorosae é credor de Portugal em, sem dúvida alguma, uns largos milhares de vidas dos seus cidadãos, perdidas em guerra civil ou na sequência da invasão da Indonésia. Porque, tal como nas mais províncias ultramarinas, os nossos governantes abrilinos nenhum escrúpulo tiveram em passar o testemunho a movimentos de inspiração (e prática) comunista. No caso timorense, a FRETILIN. O resto é demasiadamente sabido para que necessário se torne adiantar mais pormenores. Foi assim, ante a distracção de Lisboa e a ignorância do País em geral. E entre as raras vozes que levantaram o seu protesto, à frente delas todas, esteve a do Senhor D. Duarte, Duque de Bragança, o actual Chefe da Casa Real portuguesa.

Apenas o maçador massacre do cemitério de Santa Cruz obrigou - pois que remédio! - as entidades oficiais a tomarem as "devidas" posições, obviamente de natureza diplomática. Felizmente para Timor, a Austrália está perto e não alinha em indecências...

Os anos passaram. E os poderes públicos timorenses vieram finalmente reconhecer quem, desde os "acampamentos" de refugiados no Vale do Jamor, sempre estivera do seu lado. Discretamente, desinteressadamente, empenhadamente.

De modo que, na pessoa do seu representante, a nossa Casa Real é hoje cidadã de Timor. Um ínfimo País? Perguntem a Soares ou a Sampaio se não gostariam de receber honra idêntica de S. Tomé e Príncipe.

Quanta verborreia, que imensa comitiva Pacífico fora, se Ramos Horta se lembrasse de colocar ao peito de algum dos nossos Presidentes a Ordem de Mérito de Timor-Leste, atribuindo-lhe, concomitantemente, a nacionalidade deste País. Mas não, a mercê recaiu sobre SAR o Senhor D. Duarte. Uns malandros estes timorenses!

E uma demonstração evidente de que a Coroa portuguesa não perdeu prestígio junto dos Estados lusófonos, tal como entre a maioria dos nacionais.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

“Só tenho 5 euros e estou a entrar em pânico”




“Só tenho 5 euros e estou a entrar em pânico”

Elli Ismailidou

Endividados, preocupados, deprimidos, muitos gregos buscam apoio nos centros de ajuda Ekpizo. Reportagem em Atenas, durante uma sessão de terapia de grupo.

De rosto tenso, os participantes na sessão trocam algumas saudações contidas, antes de se encostarem às paredes. Como se tivessem medo de se sentar nas cadeiras dispostas em círculo, para uma erapia de grupo. Parecem ter dificuldade em aceitar que, atolados de dívidas, estão completamente desesperados.

Quando a interlocutora entra na sala, o clima glacial distende-se um pouco. São 18 horas, em plena Atenas, no
Ekpizo, o centro de ajuda grego para sobreendividados, que lida com aqueles que já não conseguem ver saída para a sua situação. "Há mais de um ano e meio que ouço as mesmas palavras",testemunha Lila Linardatou, trabalhadora no Ekipzo.




Quatro já se suicidaram

Advogada, tenta dar conselhos aos que pretendem negociar uma extensão de empréstimo com os bancos. "O nosso objetivo é evitar o pior", diz. Já mais de seis mil pessoas se dirigiram ao Ekipzo, onde advogados, psiquiatras e psicólogos – todos voluntários – tentam tranquilizar aqueles que, sob o peso da crise, começam a ir-se abaixo.

Os minutos passam e os presentes descontraem-se um pouco. Entre todos, fica-se com um mosaico de experiências que ilustram as muitas e variadas formas que pode manifestar o sobreendividamento. Consumidores que utilizam cartões de crédito para tapar outros, chefes de família que se endividaram "até ao pescoço" com problemas de saúde e que nunca mais conseguiram levantar a cabeça, pessoas que vivem num impasse, a aguardar um desfecho que nunca mais chega.

"A situação está insustentável. As empresas de crédito telefonam-me às dez vezes por dia com ameaças", conta Konstantinos Venerdos, que teve de se aposentar recentemente por motivos de saúde. "Pedi para chegarmos a um acordo amigável, mas os bancos ignoram-me. Tenho apenas 5 euros no bolso até acabar o mês e estou a entrar em pânico. Penso cada vez mais em suicídio, para acabar com isto. Mas também penso no meu filho. O que vai ser dele, se eu desistir?".


O medo da rua

Outros passaram aos atos. "Nos últimos meses, quatro membros do grupo suicidaram-se e dezenas de outros só se aguentam com medicação. Temos de fazer qualquer coisa para evitar mais vítimas", preocupa-se Mikela Christodoulou, outra voluntária do Ekipzo.

Submetidos a um stresse insustentável, os que se dirigem ao Ekipzo trazem também problemas de saúde bem reais, frequentemente resultantes do seu sofrimento psicológico, como é o caso de problemas cardíacos e de estômago, entre outros. "Acabam de me diagnosticar uma úlcera”, relata Dimitri. “Nunca devi uma dracma a ninguém, em toda a minha vida. Hoje, não consigo pagar o empréstimo", declara um ex-corretor que não quer dizer o apelido. Em plena crise económica, teve que fechar a loja de que vivia, no ano passado.

A sessão de psicoterapia não procura culpados, mas há que detetar responsabilidades: "Reconheço que entrei numa espiral sem fim. Utilizava um cartão de crédito para cobrir o outro”, confessa Mario, funcionário público. “Com todas as solicitações atraentes dos bancos, acabei por ter 20 cartões diferentes. Mas o meu salário foi reduzido várias vezes e agora estou com medo de ir parar à rua."

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Irão decide banir execuções por apedrejamento

(http://www.publico.pt/Mundo/irao-decide-banir-execucoes-por-apedrejamento-1533585)


Irão decide banir execuções por apedrejamento

Proibida pena capital também para menores

O Irão alterou o seu código penal para deixar de executar sentenças de morte por apedrejamento e banir a pena de morte para menores condenados em tribunal.

Activista num protesto contra a morte por apedrejamento no Irão (Thierry Roge/Reuters)



Segundo o anterior código penal, o adultério era um dos crimes em que a pena capital por apedrejamento – também conhecida por lapidação – era aplicada, recordou o “Financial Times”. Activistas iranianos citados por aquele jornal calculam que nas últimas três décadas perto de uma centena de homens e mulheres terão sido apedrejados até à morte por decisão dos tribunais.Igualmente saudada foi a decisão de proibir os juízes de ordenarem a execução de menores. De acordo com o último relatório da Human Rights Watch, o regime iraniano lidera a lista de execuções de condenados com menos de 18 anos. No ano passado, há notícia de três jovens executados e a organização de defesa dos direitos humanos calcula que haja actualmente uma centena no corredor da morte.

A reforma terá já recebido o aval do Conselho dos Guardiões – o influente organismo que entre outras funções tem por missão garantir que as leis do país não contrariam a lei islâmica (sharia) – e deverá entrar “em breve” em vigor, adianta a imprensa iraniana.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

À grande e à francesa, sem dar cavaco!



À grande e à francesa, sem dar cavaco!

De forma calculista, os republicanos sempre pretenderam reduzir-nos à discussão sobre touradas, bigodes, patacos, sangues anilados e pouco mais. Convém-lhes, procurando distrair as atenções daquilo que é essencial. Sabendo-se que os dezassete milhões de Euros - não contando com os ex e com os salários alegadamente não recebidos pelo actual inquilino - anualmente despendidos pelo Palácio de Belém são coisa pouca, mesmo se duplamente inflacionados se os compararmos com a boa sorte reservada aos contribuintes belgas, espanhóis, dinamarqueses ou suecos, o que poderemos então dizer daquilo que se tem passado no regabofe que é a República Francesa?



A estranha sucata dourada que substituiu a flor-de-lis



Sarkozy não é uma novidade, até porque os seus predecessores sempre amaram macaquear o grande estilo outrora reservado aos mais poderosos monarcas franceses, arrivismos bonapartistas incluídos. Ainda temos presente aquela quase kitsch imagem de Mitterrand quando na homenagem feita a Jaurés, obrigando uma numerosa assistência a esperar durante horas pela sua presidencial figura. Surgiu infinitamente grave e solitário, vestido de cinzento Vichy, fácies amarelo-cera e indolentemente entrando no panteão, de rosa vermelha em punho. Todo este aparato, para que nele vissem qualquer coisa que também a todos escapou.

Ficaram lendários os seus sacos azuis de onde saíam óbolos ministrados a operacionais que por toda a França e pelo mundo fora, cumpriam os desígnios da seráfica excelência. Lembram-se do caso Rainbow Warrior? Fanfarras, grandes paradas onde até um dia se viram panzers da Bundeswehr desfilando nos Campos Elísios, agentes secretos que silenciavam criaturas incómodas, custosos presentes-compra ofertados a potentados africanos, intermináveis "jantaradas com culturais amigos", tudo, tudo servia para dar a ilusão de um continuar daquele fio da história que tinha Luís XIV como exemplo máximo.

No Reino Unido, a Rainha mandou definitivamente acostar o iate Britannia e a sua dotação é relativamente modesta, quando a comparamos com aquilo que os franceses desembolsam para os prazeres do Eliseu. Pior ainda, Isabel II faz as contas à vida, prescinde das rendas das suas propriedades pessoais que por sinal, pagam uma boa parte dos funcionários dos departamentos do Estado. O merchandising da Monarquia enche os cofres do Exchequer e dão trabalho a uma miríade de empresas que em todo o mundo, propiciam a desejável imagem de uma Grã-Bretanha que se quer "como sempre".

Hoje os tempos são outros e as repúblicas transformam-se em reles prolongamentos do Club Mediterranée. O
pequeno burguês Sarkozy é a imagem da republicana plutocracia que por cá tão bem conhecemos. Muitas festas de estalo, milionárias excursões que fariam Mário Soares morrer de inveja, jactos Airbus para trás e para a frente, 121 carros de serviço, resgate de filhotes constipados, a cônjuge de serviço que de vez em quando mostra mais um bocadinho das cuecas que a Europa inteira fartou-se de ver sobre passarelas, enfim, uma versão bastante cara da revista Maria para ser lida no cabeleireiro.

Nada de novo, até porque De Gaulle, Pompidou - o grande demolidor que construiu o grotesco Front de Seine -, Giscard dos diamantes de sangue, Mitterrand e Chirac fizeram o mesmo, ou pior ainda.

113 milhões de Euros, um jackpot do Euromilhões. C'est ça, la République.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

La candidate du Parti du Plaisir en campagne

(http://www.leparisien.fr/election-presidentielle-2012/en-images-la-candidate-du-parti-du-plaisir-en-campagne-07-12-2011-1756926.php)




La candidate du Parti du Plaisir en campagne

Céline Masfrand

Comme tous les autres candidats, elle entre en campagne. Comme tous les autres candidats, elle propose son programme. Mais
Cindy Lee, alias Isabelle Laeng, a sa façon bien à elle de communiquer. En 2007, la blonde plantureuse originaire de Strasbourg avait déjà fait parler d'elle quand elle s'était lancée dans la course à la présidentielle.

Elle est à la
tête du Parti du plaisir «qui prône l'hédonisme et «le tout plaisir de l'individu».


«A poil face à la
crise ?»

Pas frileuse, la jeune femme était mardi sur le terrain à la pêche aux signatures. Ce déplacement, centré sur la
crise économique qui touche actuellement la zone euro, a attiré quelques curieux. Armée de pancartes «A poil face à la crise ?» et accompagnée de plusieurs autres femmes, c'est seins nus que la candidate a mené sa campagne. La streaptiseuse de formation et âgée d'une trentaine d'années, entend bien faire bondir son parti pour la présidentielle de 2012.

Lèvres pulpeuses, formes avantageuses et chevelure blonde en cascade, Cindy Lee prône le plaisir, mais pas seulement. «Inventons une nouvelle société dans laquelle chacun puisse s'épanouir et accéder au bonheur fondamental de la vie», écrit la jeune femme sur le site du Parti du plaisir qui a fêté ses dix ans. Les priorités et la ligne politique restent les mêmes : la liberté, le respect, l'emploi, la paix, la justice et le bien-être.


Déjà candidate en 2002 et 2007

En mars 2003 la jeune femme s'était déjà présentée aux élections cantonales à Paris. A l'époque, la candidate avait réussi a remporter 1,8 % des voix. «C'est peu. Mais par rapport à certaines grandes formations politiques sur le déclin, ce n'est pas mal. Et puis, à travers ma candidature humoristique et provocante , j'avais évoqué des sujets importants comme la place des handicapés dans les villes, le transport de banlieue à banlieue (...)», avait réagi dans nos colonnes la jeune femme auprès la publication des résultats.

En 2002 et en 2007, Cindy Lee avait déjà tenté de se présenter à la présidentielle, mais, faute de nombre de signatures suffisant la candidate a été contrainte de tourner la page de la présidentielle jusqu'à aujourd'hui. Pour la présidentielle de 2012,
le site internet du Parti du plaisir, décline le programme de la candidate vêtue de l'habit de Marianne.

L'emploi : il faut «faciliter la réussite professionnelle des non diplômés (...) et casser les ghettos». Côté crise, il y est question de plusieurs mesures «spéciales» pour relancer l'économie avec, toujours en objectif final, le plaisir de chacun. Cindy Lee propose, entre autres, la création d’un nouveau type d’agences de notation qui auront pour mission de «noter le niveau de bien-être des populations et faire des propositions concrètes pour améliorer la qualité de vie individuelle et collective» ou encore une «obligation pour les professionnels de la finance de consacrer une heure par jour à la relaxation». Et, pour relancer la croissance, la candidate envisage même de mettre en place un «plan Marshall pour le bien-être» qui se matérialiserait par la construction d’équipements publics favorisant l’épanouissement personnel pour favoriser une meilleure production et qualité de travail.

« Il faut un peu d'humour. La vie est parfois tellement triste et démoralisante... », avait confié la jeune femme dans nos colonnes en 2004.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Angela Merkel e a Madeira

(http://www.dnoticias.pt/actualidade/mundo/306516-angela-merkel-arrasa-opcao-madeirense-das-grandes-obras)

Angela Merkel arrasa opção madeirense pelas estradas, pontes e túneis

Ao invés de construir túneis e estradas, é preciso alavancar a economia apoiando as pequenas e médias empresas, disse

Luís Rocha

A chanceler alemã, Angela Merkel, arrasou hoje a opção madeirense de investimento dos fundos estruturais em grandes obras públicas, como túneis e estradas. Para a governante germânica, esta política foi um mau exemplo de utilização de fundos estruturais. Falando a um grupo de jovens alemães em Berlim, Merkel defendeu que “responsabilidade nacional e solidariedade europeia devem andar de mãos dadas”.

Numa transmissão televisiva da reunião com os jovens germânicos exibida pela RTP1, Merkel pôs em questão se os dinheiros europeus aplicados nos diferentes países da União Europeia estão a ser colocados nos lugares apropriados.

“Por isso, decidimos no último Conselho que as verbas ainda disponíveis até 2013 nos fundos estruturais devem ser utilizadas para ajudar as pequenas e médias empresas, e não para construir mais estradas, pontes e túneis”, referiu, acrescentando, impiedosamente: “Quem já foi à Madeira pode ver para onde foram todos os fundos estruturais. Há muitos túneis e vias-rápidas bonitas, mas isso não contribuiu para a competitividade”. Angela Merkel defendeu mais confiança entre os países da UE: “Quando alguém precisa de ajuda, temos de estar preparados para ajudar. É isso que o novo mecanismo europeu de estabilização deve fazer no que diz respeito aos países da zona euro. E temos também de confiar que os outros farão todos os possíveis para sair das suas dificuldades”, defendeu a chanceler alemã, para quem só se pode combater a crise se se combaterem as fraquezas estruturais da zona euro. Mas é óbvio que, para Merkel, alavancar a economia não é gastar dinheiro em grandes obras.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Fidel Castro e o socialisnmo à Fidel

(http://www.publico.pt/Mundo/fidel-castro-reaparece-para-lancamento-de-livro-de-memorias-1532331)

Fidel Castro reaparece para lançamento de livro de memórias















Fidel Castro no lançamento do livro de memórias "Guerrilheiro do Tempo" (Roberto Chile/AFP)



Num discurso de mais de seis horas, por ocasião do lançamento do livro de memórias “Guerrilheiro do Tempo”, o antigo Presidente de Cuba, Fidel Castro, confessou que tinha sido um “equívoco” pensar que o socialismo iria resolver todos os problemas económicos da ilha.

Mesmo assim, sublinhou que os cubanos têm o dever de “lutar até ao último minuto pelo seu país, pelo planeta e pela humanidade”.

Fidel, que está afastado da vida pública por doença desde 2006, e já não era visto em público desde Abril de 2011, participou na apresentação da obra da escritora e jornalista Katiuska Blanco, que ao longo de quase mil páginas conta a história do líder da revolução cubana, desde o nascimento até ao final de 1958, quando já estava iminente a vitória do movimento guerrilheiro que depôs Fulgêncio Baptista.

Fidel, que se mostrou energético, discorreu sobre vários temas da actualidade internacional, particularmente os que dizem respeito à América Latina. Elogiou a luta dos estudantes chilenos pelo direito a uma educação gratuita e de qualidade. Considerou que as ilhas Malvinas (Falkland para os britânicos) são “um pedaço de terra arrebatado à Argentina”. E destacou o seu amigo Hugo Chávez como “o homem que mais fez em prol do povo venezuelano e do movimento boliviariano”

O antigo Presidente também se referiu às “terríveis ameaças” que pendem contra o Irão e a Síria, e considerou “ridícula” a ideia de proteger a Europa com um escudo anti-míssil, antecipando que ois Estados Unidos e os seus aliados europeus não conseguiriam convencer a Rússia para levar adiante o seu projecto.

Segundo o diário oficial "Granma", Fidel Castro, de 85 anos, prometeu continuar a escrever “antes que a memória se gaste”.